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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Trabalhadoras e trabalhadores de todo o país se organizam para os atos do 1º de Maio, nesta sexta-feira. No Rio de Janeiro, a atividade será realizada na orla de Copacabana, com concentração no Posto 5, às 14h. Dois dias antes, na quarta-feira (29), ao meio-dia, haverá panfletagem organizada por sindicatos e centrais sindicais no Largo da Carioca, no Centro, convocando a população para participar da mobilização.
Fim da escala 6x1 é prioridade
A principal bandeira deste ano é a pressão popular pela aprovação do projeto que tramita no Congresso Nacional pelo fim da escala 6x1. A proposta enfrenta resistência de parlamentares da direita e da extrema direita, apesar de prever dois dias de descanso semanal para todos os trabalhadores, sem redução de salários. O governo do presidente Lula apresentou um Projeto de Lei ao Congresso Nacional que prevê redução da jornada sem diminuição de salários, com o objetivo de garantir mais qualidade de vida à classe trabalhadora.
Povo apoia projeto
Segundo pesquisa do Datafolha, publicada em 14 de abril, 71% dos brasileiros defendem o fim da escala 6x1. A proposta de redução da jornada ganhou força a partir da mobilização do movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT), que se intensificou e alcançou repercussão nacional no final de 2024.
Na Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em 15 de abril deste ano, em Brasília, representantes da CUT e de outras centrais sindicais entregaram ao presidente Lula um documento com diversas reivindicações. Entre os principais pontos estão a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, e o fim da escala 6x1 - proposta encampada pelo governo federal.
“O que está em pauta vai mudar as condições de trabalho de toda a classe trabalhadora, principalmente das mulheres, que hoje são as mais sobrecarregadas com a dupla e tripla jornada, já que são as principais responsáveis pelos cuidados com a casa e os filhos”, destaca Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.