Segunda, 27 Abril 2026 20:13
NA CONTRAMÃO DO BEM-ESTAR

Partido do clã Bolsonaro se opõe ao fim da 6 x 1 sem diminuição de salários

Partido do clã Bolsonaro se opõe ao fim da 6 x 1 sem diminuição de salários

Após o presidente Lula apresentar ao Congresso Nacional um projeto pelo fim da escala 6x1 sem redução de salários, parlamentares da direita e da extrema direita — como os do PL (Partido Liberal), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro — tentam barrar a proposta, que garante dois dias de descanso semanal sem corte na remuneração.
A iniciativa do governo federal busca assegurar mais qualidade de vida às trabalhadoras e aos trabalhadores, ampliando o tempo dedicado à família, aos estudos, ao descanso, ao lazer e às práticas religiosas. No entanto, a proposta, que prevê o fim da jornada de seis dias de trabalho para apenas um de folga — atualmente limitada a 44 horas semanais — enfrenta resistência de setores empresariais, especialmente nas áreas de comércio e serviços, intensivas em mão de obra.
Para os sindicatos, a proposta do governo Lula melhora a qualidade de vida da classe trabalhadora, eleva a produtividade, gera empregos e contribui para o desenvolvimento econômico.

Países desenvolvidos reduzem jornada

- O movimento sindical cita como exemplo economias desenvolvidas que já adotam modelos mais avançados, como a escala 4x3 — com três dias de descanso semanal. Experiências em empresas europeias têm apresentado resultados positivos, tanto para os trabalhadores quanto para as empresas.

Reações contrárias

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e lideranças da bancada, como o deputado Sóstenes Cavalcante, manifestaram-se de forma crítica à proposta de emenda constitucional que trata do fim da escala 6x1. Segundo eles, o tema deveria ser discutido apenas “após as eleições”. Outra estratégia de setores contrários é tentar descaracterizar a proposta de redução da jornada, utilizando expressões como “novo regime de contratação” e “flexibilização da jornada”, o que, na avaliação de entidades sindicais, pode abrir espaço para redução salarial.
Já o presidente Lula assinou um projeto de lei com urgência constitucional para reduzir a jornada para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso.
O Sindicato convoca toda a categoria e os demais trabalhadores para o ato em Copacabana, em defesa de mais qualidade de vida para o povo brasileiro.

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