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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
O presidente do Sindicato, José Ferreira e a presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, participaram da negociação com a Fenaban
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) aceitou formalmente negociar com o Comando Nacional dos Bancários cláusulas sobre uso e gestão ética de tecnologias na relação de trabalho. A confirmação ocorreu na quinta-feira passada (16), na mesa de negociação permanente "Novas Tecnologias, como IA, e a Atividade Bancária". Desde o ano passado, o Comando Nacional vem debatendo com os bancos os avanços tecnológicos e seus impactos no emprego da categoria, como o fechamento de agências bancárias, as demissões de milhares de trabalhadores e o uso ético da tecnologia, o que resultou no consenso da construção de cláusulas. Este debate começou após o Itaú ter demitido mais de mil bancários e bancárias, após usar ferramentas digitais de monitoramento.
Avaliação positiva
O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira, fez uma avaliação do encontro. “No tema sobre monitoramento e uso de tecnologias também assumiram o compromisso em debater a construção de cláusulas sobre o uso ético das tecnologias e a sua aplicação no monitoramento do trabalho. O resultado da negociação é positivo, também, na medida em que os bancos apresentaram as ações que visam a garantia no combate a violência contra as mulheres”, avaliou.
“Agora vamos dialogar com a categoria para coletar sugestões e propostas para a construção do acordo. Os bancários e bancárias devem procurar o Sindicato para relatar suas experiências e contribuir na formulação de propostas. As propostas podem ser enviadas para o e-mail da presidência Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.”, orientou Ferreira.
No encontro também foi debatido a evolução dos canais de apoio às bancárias vítimas de violência doméstica, estabelecidos pelos bancos, uma conquista da categoria nas campanhas de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A categoria bancária está à frente em termos de combate à violência de gênero, através do canal Basta de denúncias.
Números da violência
Na reunião também foi debatida a evolução dos canais de apoio às bancárias vítimas de violência doméstica e números apresentados pela Fenaban: em 69 meses (considerando o período de 2000 a 2025), os canais de atendimento às bancárias vítimas de violência doméstica atenderam 875 mulheres – uma média de 12,7 por mês. Esses atendimentos geraram nesses anos um total de 3.698 sessões de acolhimento (média de 53,6 por mês). Houve também um aumento expressivo de atendimentos no período: no primeiro ano, 107 bancárias acessaram os canais, já em 2024 e 2025 os canais atenderam 181 e 180 mulheres, respectivamente. “Ainda precisamos avançar na informação sobre os canais de denúncia dos bancos, sindicatos e a respeito dos direitos das bancárias vítimas dessa forma cruel de violência. Muitas pessoas ainda desconhecem essa importante conquista da categoria”, afirmou Adriana Nalesso, presidenta da Fetraf-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro).
Confira em nosso site, as cláusulas que servem de base |à negociação com a Fenaban, na matéria completa sobre a negociação: www.bancariosrio.org..br.