Quinta, 16 Abril 2026 19:05

Sindicato dos Bancários de São Paulo faz 103 anos

Olyntho Contente

Imprensa SeebRio

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região comemora, neste dia 16 de abril, 103 anos de organização da categoria bancária, com uma história baseada na luta, união e compromisso permanente com a democracia e os direitos da classe trabalhadora. Neste mais de um século, a entidade coirmã do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, se consolidou como uma das mais importantes organizações sindicais do país, protagonizando conquistas históricas que hoje garantem um presente com mais dignidade e proteção para a categoria bancária.

José Ferreira, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio parabenizou o de São Paulo pela data. "É o maior sindicato do país com uma longa trajetória e que foi berço de inúmeras lideranças que sempre contribuíram para que os bancários e bancárias tivessem dias melhores. A solidariedade e apoio ao nosso sindicato nunca nos faltou. Por isso saudamos essa trajetória de 103 anos de existência", afirmou.

“Celebrar os 103 anos do nosso Sindicato é reconhecer a força da organização coletiva e de cada trabalhador e trabalhadora que construiu essa história. Temos muito orgulho das conquistas alcançadas, que garantem direitos fundamentais para a categoria. Mas seguimos olhando para o futuro, com o compromisso de ampliar ainda mais essas vitórias, fortalecer a nossa base e defender a democracia e a valorização do trabalho”, afirma Neiva Ribeiro, atual presidenta do Sindicato.

Lutas e conquistas – Desde seus primeiros anos de existência, o Sindicato já demonstrava sua força. Em 1933, com apenas uma década de atuação, conquistou a jornada de seis horas, um marco que transformou as condições de trabalho no setor e abriu caminho para uma série de avanços que se seguiram ao longo das décadas.

A história da entidade também é marcada por resistência. O Sindicato enfrentou duas intervenções, em 1935 e 1983, motivadas não apenas por sua atuação firme em defesa da categoria, mas também por seu posicionamento em prol da democracia e de toda a classe trabalhadora. Durante a ditadura militar iniciada em 1964, foi alvo de repressão, perseguições e cassações, mas nunca deixou de lutar.

Em matéria publica no seu site, o Sindicato de SP lembra que com a retomada da organização sindical no final dos anos 1970, os bancários voltaram às ruas, reconstruíram sua representação e desempenharam papel fundamental em momentos decisivos da história do país, como a fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983, e a campanha pelas Diretas Já.

O texto frisa que, nas décadas seguintes, mesmo diante de contextos adversos, como as políticas neoliberais dos anos 1990 e o golpe de 2016, o Sindicato seguiu avançando na organização da categoria e na defesa dos direitos trabalhistas. Hoje, a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários é referência nacional, com mais de 100 cláusulas. Entre as conquistas estão:

Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

Vale-refeição e alimentação

13ª cesta-alimentação

Auxílio-creche/babá

Licença-maternidade de 180 dias

Licença-paternidade de 20 dias

Igualdade de direitos para casais homoafetivos

Políticas de combate ao assédio moral e sexual

Regulamentação do teletrabalho

Programas de prevenção à violência contra as mulheres e políticas de inclusão

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