Quinta, 02 Abril 2026 16:47
7⁰ Congresso da Contraf-CUT

Moção exalta reconhecimento da ONU de que escravidão de africanos é o maior crime contra a humanidade

Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, leu a moção no 7⁰ Congresso da Contraf-CUT Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, leu a moção no 7⁰ Congresso da Contraf-CUT Foto: Divulgação

 

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

Os bancários, delegados e delegadas que participaram do 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT aprovaram, no último dia 29 de março (domingo), uma moção em apoio à decisão da ONU de reconhecer o tráfico transatlântico de africanos como o maior crime contra a humanidade da história.

No documento aprovado pela categoria, os dirigentes sindicais ressaltam que a decisão representa “um marco civilizatório fundamental na luta por memória, verdade, justiça e reparação histórica”.

Na avaliação dos trabalhadores, o reconhecimento da ONU reafirma uma reivindicação histórica dos movimentos negros, entidades sindicais e organizações populares.

Importância do reconhecimento

O texto da moção, lido pelo secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, destaca que os participantes do congresso “reafirmam seu compromisso histórico com o combate ao racismo, à discriminação racial e a todas as formas de opressão” e defendem “iniciativas que promovam a igualdade racial no mundo do trabalho, na sociedade e nas instituições”.

“Foi muito importante a aprovação desta moção, na medida em que a ONU contribui com a nossa luta por igualdade e justiça social, pela valorização da cultura e da resistência dos povos negros. No caso da formação do nosso processo civilizatório brasileiro, por exemplo, o povo negro teve e tem papel fundamental”, afirmou Almir.

Luta antirracista

A moção conclui que “a resolução da ONU é um avanço significativo na agenda global de direitos humanos e um instrumento essencial para o fortalecimento da luta antirracista em nível internacional”.

O Brasil assinou a resolução da ONU. Apesar da importância histórica da decisão, votaram contra, os governos dos EUA, de Israel e da Argentina. 

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