Sexta, 27 Março 2026 21:03

7⁰ Congresso da Contraf-CUT enfatiza importância das eleições 2026 para a democracia e os trabalhadores

O 7⁰ Congresso da Contraf-CUT foi aberto nesta sexta-feira (27), em Guarujá: eleições deste ano definirão o futuro do Brasil e da classe trabalhadora O 7⁰ Congresso da Contraf-CUT foi aberto nesta sexta-feira (27), em Guarujá: eleições deste ano definirão o futuro do Brasil e da classe trabalhadora Foto: Contraf-CUT

 

Carlos Vasconcellos 

Imprensa SeebRio 

Com informações da Contraf-CUT 

O 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT foi aberto na noite desta sexta-feira (27), no Guarujá (SP), enfatizando a importância das eleições 2026 para a consolidação da democracia e a defesa dos direitos da classe trabalhadora. 

Foi lido também um manifesto que defende tolerância zero para casos de violência e assédio. A leitura foi realizada pela comissão estabelecida pela entidade, formada por Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT; Katia Cadena, diretora executiva da Contraf-CUT; e Rosalina Amorim, dirigente da Executiva da Contraf-CUT.

Os participantes do evento ressaltaram a importância da unidade, da democracia e da mobilização da classe trabalhadora diante do atual cenário político no Brasil e no mundo.

Organização da categoria 

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, abriu o Congresso destacando a importância da organização da categoria bancária e da classe trabalhadora para enfrentar os desafios políticos e econômicos do país. Ela afirmou que os 20 anos da Contraf-CUT representam apenas parte de uma trajetória histórica de mobilização e conquistas. “Nós vamos comemorar hoje os 20 anos da Contraf, mas na verdade estamos comemorando uma história muito maior, que começou bem antes e teve muita gente que construiu”, afirmou.

Juvandia fez um balanço de sua gestão lembrando que o período foi marcado por fortes ataques aos direitos trabalhistas e às instituições democráticas, com a entidade representativa da categoria atuando na resistência em defesa da democracia, da soberania nacional, dos bancos públicos e da organização sindical. Ela considera que o momento exige maior mobilização da categoria e lembrou que no mundo inteiro os trabalhadores enfrentam as forças políticas de extrema-direita que ameaçam direitos e a democracia. “Esta será uma eleição importante para o Brasil e para o mundo. A eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representa uma vitória da humanidade”, afirmou.

Novas tecnologias 

Juvandia também destacou os impactos das transformações tecnológicas no sistema financeiro e a necessidade de adaptar a organização sindical a esse novo cenário. “Mudou tudo: o jeito que nos comunicamos, compramos e fazemos negócios. Mudou também a forma como precisamos nos organizar”, disse.

“Nosso slogan diz que ‘o futuro é nosso’. E, se o futuro é nosso, quem faz e organiza somos nós”, concluiu.

A presidenta da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo (federação anfitriã), Aline Molina, anfitriã do congresso deu as boas-vindas aos participantes e destacou o simbolismo da realização do congresso em São Paulo diante do cenário político estadual e nacional. Ela também reforçou a importância da organização política da classe trabalhadora e da eleição de representantes comprometidos com os direitos dos trabalhadores e a democracia. 

O papel das redes sociais 

O presidente da CUT, Sergio Nobre destacou a importância do povo brasileiro reeleger o presidente Lula e disse que, para isso, a campanha popular nas redes sociais será fundamental. "Eles não vão permitir que haja debate e comparação de projeto, porque a comparação do que fez o presidente Lula nesses quatro anos e a tragédia que eles produziram do golpe para cá não tem comparação. Então, eles vão querer jogar a campanha na lata do lixo. Muito ataque pessoal, muita fake news e utilizando as redes sociais", avalia. 

Importância dos sindicatos 

Angelo Di Cristo, chefe da UNI Finanças Mundial, ressaltou o papel dos sindicatos na defesa da democracia, dos direitos e da dignidade da classe trabalhadora diante das transformações tecnológicas.“Estamos aqui para dizer, em alto e bom som: [ditadura] nunca mais! A Contraf-CUT é um bastião na defesa da democracia. Diante das novas tecnologias e da inteligência artificial, sindicatos fortes precisam assumir a liderança para evitar o aumento da desigualdade e da discriminação e, sobretudo, defender os empregos. Devemos ser digitais, mas permanecer humanos", afirmou. 

Após as falas dos dirigentes sindicais foi apresentado um vídeo sobre os 20 anos da Contraf-CUT ressaltando a importância da entidade para a organização nacional da categoria e de toda a classe trabalhadora. 

 

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