Segunda, 23 Março 2026 18:09

Resultado de pesquisa traça perfil da categoria dos financiários

Pesquisa apontou que as mulheres representam 53% dos financiários Pesquisa apontou que as mulheres representam 53% dos financiários

Além de apontar que as mulheres são 53% da categoria e os homens 47%, na questão racial, 64% dos trabalhadores se identificam como brancos e 32% como pretos e pardos, percentual este inferior aos dados nacionais. Os dados são da pesquisa “Rosto dos Financiários”, realizada pela Federação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e entregue na terça-feira (17/3) para a Comissão de Organização dos Empregados (COE). A pesquisa é resultado da última negociação com o sindicato patronal das financeiras, que estabeleceu o compromisso de realização de um levantamento de informações setoriais. O estudo, realizado de julho e setembro de 2025, envolveu 71 instituições financeiras e apresenta um panorama detalhado do setor. Entre os principais pontos, está a concentração geográfica das empresas, com destaque para São Paulo (66%).
Etarismo - A pesquisa também revela um setor predominantemente jovem-adulto, com 80% dos profissionais entre 25 e 44 anos. Já os trabalhadores com 50 anos ou mais representam apenas 4% do total, indicando sub-representação dessa faixa etária. Os números mostram quem são os financiários, suas características profissionais e sociais, além de identificar demandas e percepções da categoria e são importantes para pautar as negociações do movimento sindical com a entidade patronal.
Desigualdade salarial – Outro destaque é a consolidação do modelo híbrido, adotado por 70% das empresas, refletindo mudanças estruturais no mundo do trabalho após a pandemia. Em relação à remuneração, o estudo mostra grande variação entre os cargos. Na gerência, quase metade dos profissionais recebe acima de R$ 20 mil. Já nas funções de base, como auxiliar e assistente, a maioria ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, evidenciando a desigualdade interna do setor. Os dados também apontam dificuldades na progressão de carreira: 48% dos trabalhadores não tiveram nenhuma promoção na empresa atual, enquanto apenas 5% registraram mais de três progressões.
Próximos passos – O levantamento indica que, embora o setor acompanhe tendências como o trabalho híbrido e o equilíbrio de gênero, ainda enfrenta desafios importantes, especialmente na ampliação da diversidade e na construção de políticas mais consistentes de inclusão.

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