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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
Com informações da Contraf-CUT
O Comando Nacional dos Bancários se reunirá com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na próxima segunda-feira, dia 2 de março, em Brasília, no primeiro encontro de 2026 para tratar das negociações permanentes. Na pauta, a Igualdade da Mulher Bancária e a Igualdade de Oportunidades.
Na reunião será debatido o 4⁰ Censo da Diversidade, em que os bancos devem apresentar resultados do levantamento realizado em 2025. Os participantes da mesa vão tratar também das ações para o combate à violência de gênero, conquistas da categoria, incluída na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024/2026.
O Comitê de Gestão de Crise, em função das fortes chuvas na Região da Zona da Mata mineira e ações em favor dos desabrigados estarão também na pauta do encontro.
Importância do Censo
O Censo da Diversidade é uma conquista da categoria bancária, fruto da campanha nacional de 2008. Desde então foram realizados três levantamentos, sendo o último em 2019. Na campanha nacional de 2024, o movimento sindical conseguiu com que os bancos se comprometessem a realizar o 4º Censo, necessário para aprimorar o conhecimento sobre o perfil socioeconômico da categoria e, assim, estabelecer de forma mais eficiente propostas para igualdade de oportunidades.
"O Censo é fundamental para levarmos às mesas de negociações com os bancos, reivindicações fundamentadas por dados sobre o perfil atualizado da categoria, a fim de avançarmos na busca pela igualdade de oportunidades e contra a discriminação que atingem negras e negros, mulheres, PCDs e a comunidade LGBTQIA+", explica o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar.
Categoria na vanguarda
A categoria bancária sempre esteve na vanguarda das conquistas e direitos da classe trabalhadora. Um exemplo é a criação de canais, por parte dos bancos, de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica, além de mecanismos de apoio à essas trabalhadoras, como transferência do local de trabalho, se assim for solicitado pela bancária.
“Nesse próximo encontro, vamos requerer dados sobre a evolução dos canais de combate à violência doméstica, instituídos pelos bancos para atender funcionárias, saber quais sãos os números atualizados e como os casos foram e estão sendo encaminhados, para sabermos onde é possível aprimorar. Essas são algumas questões que entendemos como fundamentais para que a gente avance nesta conquista”, destaca Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT.