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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Por José Ferreira*
A data de 28 de agosto foi oficializada como Dia do Bancário por deliberação do 4º Congresso Nacional dos Bancários, em 1952, e, fruto da organização e mobilização da categoria, em 1964 foi transformada em lei.
Nesse dia, celebramos o orgulho da nossa capacidade de luta e de união, relembrando capítulos importantes da nossa história.
Um deles é a greve histórica de 28 de agosto de 1951, que deu origem à data. Naquele ano, realizamos uma das maiores paralisações do país: foram 69 dias de greve, enfrentando forte repressão para conquistar reajustes salariais e melhores condições de trabalho. Além dos avanços econômicos e sociais, esse movimento impulsionou a criação de sindicatos de bancários em diversas regiões, fortalecendo e unificando a organização da categoria. Vale destacar que o Sindicato dos Bancários do Rio já existia desde 1930.
Em 2025, também celebramos os 40 anos da greve de 1985, outro marco fundamental, quando bancárias e bancários de norte a sul do Brasil se uniram numa mobilização forte e vitoriosa.
No Rio de Janeiro, sob a liderança da primeira diretoria CUTista do Sindicato, a greve foi aprovada e deflagrada em uma assembleia histórica que lotou o Maracanãzinho com mais de 20 mil trabalhadores. A participação dos colegas do Banerj e do Banco do Brasil foi decisiva para o sucesso daquela jornada.
O orgulho de ser bancário também nos remete a outubro de 1985, quando ocorreu o primeiro movimento nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal. Essa luta foi decisiva para conquistar a jornada de seis horas e o direito à sindicalização. Até então, os empregados da Caixa eram chamados de economiários, tinham jornada de 8 horas e não eram reconhecidos como parte da categoria bancária. Graças à mobilização, passaram a integrar nossa luta e nossas conquistas.
Nos dias atuais, seguimos enfrentando grandes desafios. Honrando nossa história e tradição de resistência, continuamos combatendo a ganância dos bancos, que, através da cobrança de metas abusivas, têm levado ao adoecimento de parte da categoria.
Outro desafio é reorganizar o sindicato para representar todos os trabalhadores do ramo financeiro. As novas formas de contratação — resultado da desregulamentação trabalhista promovida pelos governos Temer e Bolsonaro, somadas à ausência de uma regulamentação do sistema financeiro — criaram uma realidade em que um milhão de trabalhadores atuam no setor, mas apenas 420 mil têm acesso às conquistas e direitos da categoria bancária.
Por isso, reafirmamos nosso compromisso de seguir pelo caminho das lutas, como sempre fizemos, rumo a novas vitórias.
José Ferreira é Presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro