EXPEDIENTE DO SITE
Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
Com informações da Contraf-CUT
Os dados da Consulta Nacional à Categoria Bancária foram apresentados neste sábado (23), durante o primeiro dia de debates da 27ª Conferência Nacional, em São Paulo.
O levantamento, realizado entre 15 de maio e 11 de julho de 2025, contou com 33.482 respostas.
"A Consulta é uma ferramenta de diálogo com a categoria para identificarmos as prioridades da Campanha Nacional. Neste ano não temos negociações, mas a pesquisa foi fundamental para entendermos o momento do país e os desafios dos trabalhadores”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.
Preferência por emprego formal
Os resultados revelam que a categoria valoriza o emprego com carteira assinada e rejeita a pejotização. Entre os respondentes: 67,3% preferem trabalhar em banco público ou privado com carteira assinada; 21% optariam por concurso público em outro setor; apenas 9,2% manifestaram interesse em abrir empresa própria ou atuar como PJ no ramo financeiro. "Somando as respostas relacionadas ao emprego formal, chegamos a 88,3%, o que mostra que a categoria preza pela segurança dos direitos trabalhistas”, destacou Juvandia.
Impactos da tecnologia
Quando perguntados sobre como os bancos deveriam repartir os ganhos da inovação tecnológica com os trabalhadores (com possibilidade de até duas escolhas), os resultados foram: 79% querem aumento da remuneração fixa; 32% aumento da remuneração variável; 29% a garantia de emprego;; 20% redução da jornada; 8% oferta de cursos de capacitação em TI.
Saúde
O tema saúde também foi destaque. Para 85%, o ambiente de trabalho nos bancos traz impactos negativos para a saúde mental. Apenas 7% discordaram e 8% não souberam responder.
O que pesa no orçamento
A pesquisa também perguntou quais itens mais pesam no orçamento dos bancários (até três respostas possíveis): 75% disseram que é o preço dos alimentos no domicílio; 40%, os custos com saúde; 35%, contas de consumo 34% moradia; 28% alimentação fora de casa; 24% transporte e mobilidade.
PLR e Imposto de Renda
Outro ponto debatido na Conferência foi o projeto de lei que prevê isenção do Imposto de Renda (IR) para salários de até R$ 5 mil e redução de alíquotas para rendimentos até R$ 7.350.
Para 67%, a proposta é “muito importante”; para 23%, é “importante”; apenas 6% avaliaram como “pouco importante”; 4% disseram ser “nada importante”.
Sobre a criação de uma alíquota mínima de 10% de IR para a alta renda, os resultados foram: 75% concordam; 14% discordam e 11% não souberam responder.
A consulta também questionou sobre a ampliação da faixa de isenção da PLR.
A maioria (81%) considera “muito importante” ampliar a atual faixa de isenção 14% avaliaram como “importante”; 3% como “pouco importante” e 2% como “nada importante”.
Desigualdade salarial
Sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres no setor: 35% afirmaram que ela existe e que os bancos têm adotado ações para reduzir; 17% disseram que existe, mas sem qualquer iniciativa das instituições; 48% acreditam que não há desigualdade salarial.
“É por isso que a Lei da Igualdade Salarial entre Homens e Mulheres, sancionada pelo presidente Lula, é tão importante. Depois dela, o Itaú foi obrigado a reajustar os salários de 3 mil funcionárias para se adequar”, lembrou Juvandia Moreira.