Quinta, 10 Março 2022 17:00
ITAÚ

COE quer segurança para trabalho presencial e fim das demissões de PCDs

 

Imprensa SeebRio

Fonte: Contraf-CUT

 

Em reunião com a direção do Itaú na quarta-feira (9), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú participou das negociações sobre o retorno ao trabalho presencial. Os sindicalistas cobraram ainda o fim das demissões de pessoas com deficiência (PCDs) e trataram da compensação do banco de horas negativas.

O Itaú informou que o retorno ao trabalho presencial dos bancários se dará até o final do mês de março em três formatos: presencial, híbrido e flexível. 

Os empregados que retornarão ao trabalho presencial vão deixar de receber a ajuda de custo. Os dois outros casos continuam.

O movimento sindical quer segurança para os empregados voltarem ao trabalho nas  agências e pediu melhorias nos protocolos de prevenção à Covid-19. Há denúncias em todo o país de aglomerações e pessoas sem máscara dentro das unidades.
“Questionamos também sobre o retorno dos trabalhadores com comorbidades e das grávidas e o banco respondeu que ainda não tem uma definição para estes casos”, explica a diretora do Sindicato do Rio e representante da COE, Maria Izabel.

Pessoas com Deficiência

Em relação às demissões de Pessoas com Deficiência (PCDs) anunciadas recentemente, o banco explicou essas vagas já estão sendo recompostas para cumprimento da Lei de Cotas. O tema continuará a ser debatido no Grupo de Trabalho (GT) de Saúde.

Banco de horas negativas

O banco apresentou, a pedido dos sindicatos, o quadro de banco de horas negativas dos funcionários. O acordo do modelo de compensação do banco de horas negativas, negociado pela COE e aprovado pelos trabalhadores no início de 2021, garantiu aos bancários um período de 18 meses, a partir do mês de março, com o limite de duas horas por dia, para compensar as horas negativas.
Há um grupo reduzido de pessoas que não vão conseguir pagar as horas até o limite do acordo. Por isso, o movimento sindical propôs que, a partir de 31 de agosto, vencimento do acordo, quem ficar devendo as horas, seja abonado, principalmente as gestantes. Os representantes do Itaú disseram que vão responder a solicitação o quanto antes.

O acordo de banco de horas negativas foi negociado para garantir os direitos dos trabalhadores que foram afastados ou trabalharam em regime de rodízio nas agências, por conta da pandemia de Covid-19.

 

 

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