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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Além do protesto, diretores do Sindicato conversaram com bancárias e bancários da agência Ramos. Foto: Nando Neves.
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Imprensa SeebRio
O Itaú está mantendo e até ampliando a sua política agressiva de fechamento de agências e de demissões, mesmo batendo recordes de lucratividade ano após ano. Para protestar contra esta ganância de demitir bancários e bancárias e desrespeitar os cliente (obrigados a migrar para agências cheias, pelo acúmulo dos correntistas das extintas), o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro fez, nesta quinta-feira (9/4), um protesto em frente à agência Ramos, única que restou no bairro e que sofrerá com o acúmulo de clientes e a sobrecarga aos bancários.
“Não há razão para o acirramento desta política agressiva que o Itaú vem impondo, tendo fechado ano passado no país 250 agências, e só entre janeiro e março, deste ano, ou seja, em três meses, já ter extinto outras 108. Vários bairros já se encontram sem agências, o que deixa sem assistência segmentos importantes da população obrigada a se deslocar até outras localidades, o que é uma medida absurda pois visa economizar às custas das pessoas para engordar seus lucros recordes e bilionários”, denunciou a diretora do Sindicato, Maria Izabel Menezes, uma das coordenadoras da Comissão de Organização dos Empregados (COE).
Além de Izabel, participaram do protesto e da conversa com os bancários da agência Ramos, a vice-presidente do Sindicato Kátia Branco e os diretores da entidade sindical Jorge Lourenço, Fátima Guimarães, Laerte Pereira, Celso Ferreira e Adriano Garcia. Maria Izabel lembrou que o Itaú encerrou 2025 com resultados financeiros expressivos, reforçando sua posição entre os bancos mais lucrativos do país. De acordo com dados divulgados pelo próprio Itaú, seu lucro líquido alcançou R$ 46,830 bilhões no ano, um crescimento de 13,1% em relação a 2024. A rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado (ROE), no Brasil, atingiu 24,6%, com alta de 1,3 ponto percentual em doze meses.