Terça, 17 Março 2026 15:51
EMPREGO E SAÚDE

Bancários do Rio participam de Dia Nacional de Luta no Itaú e Bradesco

Atividade foi realizada em Campo Grande, na Zona Oeste, em protesto contra as demissões, o adoecimento da categoria e o desrespeito à população
As diretoras do Sindicato do Rio Maria Izabel e Jô Araújo explicam à população, em Campo Grande, que a demora no atendimento é consequência do fechamento de agências e das demissões promovidas pelos bancos As diretoras do Sindicato do Rio Maria Izabel e Jô Araújo explicam à população, em Campo Grande, que a demora no atendimento é consequência do fechamento de agências e das demissões promovidas pelos bancos Foto: Nando Neves

 

Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro realizou, nesta terça-feira (17), um protesto pelo Dia Nacional de Luta nos dois maiores bancos privados do país: Itaú e Bradesco. Com o fechamento de agências físicas e as demissões, as unidades que permanecem em funcionamento sofrem com filas intermináveis — desrespeitando o tempo máximo de 15 minutos previsto na Lei Antifilas — o que eleva a sobrecarga de trabalho dos funcionários, já adoecidos pelas metas abusivas e, muitas vezes, vítimas de assédio moral.

A culpa é dos bancos

O bairro de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade, escolhido para a manifestação, é um dos que mais sofrem com a superlotação das agências e o atendimento precário, em função das demissões. Clientes e usuários chegam a esperar de 40 minutos a mais de uma hora por atendimento presencial, inclusive idosos. “Vamos a todas as agências que não estão cumprindo a legislação e sofrem com superlotação por causa da falta de funcionários para o atendimento ao público. Daremos prosseguimento a essas atividades junto ao Procon-RJ, que vem multando os bancos”, disse o presidente do Sindicato, José Ferreira. Ele ressaltou à população que os bancários não têm culpa do atendimento precário, mas também sofrem com as demissões e o fechamento de agências impostos pelos bancos privados.

Idosos sofrem mais

Para a diretora do Sindicato Maria Izabel, representante da Comissão de Organização dos Empregados (COE), as demissões e a redução das unidades físicas, além de adoecerem ainda mais os trabalhadores devido à sobrecarga, prejudicam a produtividade e o bom atendimento aos clientes. “A população, em especial os idosos, sofre porque precisa se deslocar por grandes distâncias para ser atendida nas agências que permanecem abertas, enfrentando horas nas filas”, explicou.

Venha para o Sindicato

No Bradesco, a situação não é diferente. O diretor do Sindicato Geraldo Ferraz criticou a postura do banco em relação à categoria e aos clientes. “O Bradesco explora o funcionário até o limite, adoece seus empregados e depois demite, mesmo aqueles que atingem metas”, afirmou.

“Convocamos todos os bancários e bancárias a se sindicalizarem e a nos ajudar nesta luta, que busca garantir o atendimento presencial à população, a saúde dos trabalhadores e a preservação dos empregos”, acrescentou Geraldo, destacando ainda os impactos das novas tecnologias na redução dos postos de trabalho no setor bancário.

Moradora da região, a diretora do Sindicato Jô Araújo destacou que Campo Grande está entre os bairros mais prejudicados pelo fechamento de agências.

“É comum ver idosos, sob calor de 40°C, aguardando por horas do lado de fora das agências por atendimento. É uma covardia, ainda mais considerando que o sistema financeiro é o mais lucrativo do país”, criticou.

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