Terça, 10 Fevereiro 2026 17:48

Em meio a demissões e fechamentos, Sindicato fiscaliza agências do Itaú

Olyntho Contente

Imprensa SeebRio

Em meio ao processo de mobilização e denúncia contra o fechamento de agências e demissões no Itaú, as diretoras do Sindicato, Cida Cruz e Maria Izabel Menezes, esta, uma das coordenadoras da Comissão de Organização dos Empregados (COE), estiveram na única unidade que permaneceu aberta em Rocha Miranda. O enxugamento da rede está sendo imposto pelo banco, mesmo diante de um lucro recorde estratosférico de mais de R$ 46 bilhões no ano passado, um crescimento de 13,1% em relação a 2024.

Apesar do enorme lucro, o banco seguiu promovendo cortes na estrutura e no quadro de pessoal. Em 2025, a holding Itaú Unibanco encerrou o ano com 82.693 empregados no Brasil, após o fechamento de 3.535 postos de trabalho em doze meses, sendo 916 apenas no último trimestre. No mesmo período, o banco fechou 319 agências físicas, enquanto a base de clientes cresceu em 1,8 milhão, totalizando mais de 100 milhões de clientes ao final de dezembro.

Na agência Rocha Miranda (outras serão visitadas pelo Sindicato), a dirigente constatou o aumento no número de clientes, provocando maior sobrecarga de trabalho e das metas, situação que pode fazer crescer o número de adoecimentos. “Percebemos neste processo, nas agências que ficaram – e isto se repete em todas as regiões que visitamos – a sobrecarga de trabalho aumentar. Ainda mais porque o perfil dos clientes das unidades de varejo não coincide com as metas inalcançáveis exigidas”, argumentou Maria Izabel.

A dirigente orientou os bancários e bancárias de toda a rede a ligar para a Secretaria de Bancos Privados do Sindicato (3082-3932) para denunciar agências com problemas devido ao processo de fechamento e demissões, que prejudica a categoria, mas também os clientes, que encontram mais dificuldade de ser atendidos.

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