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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
A diretora do Sindicato Carla Guimarães numa atividade dos empregados da Caixa: indignação contra mudanças abruptas no trabalho dos empregados da área de TI
Foto: Nando Neves
Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
O Sindicato dos Bancários do Município do Rio de Janeiro solicitou uma reunião urgente com a Diretoria Executiva de Soluções de TI (Desol) para tratar da mudança no modelo de trabalho dos empregados e empregadas de TI (Tecnologia da Informação) para o regime híbrido.
A preocupação do Sindicato surgiu após a comunicação feita pela diretoria da Caixa no último dia 15 de abril, informando que a alteração começará a valer já em 18 de maio de 2026. A decisão gerou apreensão entre os trabalhadores das áreas atingidas, especialmente por causa dos impactos imediatos na rotina de quem já organiza a vida a partir do trabalho remoto.
"Muitos colegas moram longe dos locais de trabalho e agora enfrentam insegurança diante de uma mudança anunciada sem tempo hábil para reorganizar a vida pessoal, o deslocamento e até a eventual necessidade de adquirir benefícios de transporte. Estamos falando de trabalhadores e trabalhadoras que precisam de previsibilidade, respeito e condições dignas para exercer suas funções", disse a diretora do Sindicato, Carla Guimarães.
Prática consolidada
No documento enviado à empresa, o Sindicato reafirma um ponto fundamental: o trabalho remoto não trouxe prejuízo à produtividade. Ao contrário. Tem contribuído para melhores condições de trabalho e já é uma prática consolidada no setor de Tecnologia da Informação. Diante disso, o Sindicato defende que qualquer alteração no regime de trabalho precisa ser debatida com seriedade, transparência e respeito aos empregados. "Não aceitaremos que decisões que afetam diretamente a vida da categoria sejam impostas sem diálogo", acrescentou Carla.
"Nossa luta é por condições de trabalho justas, valorização dos trabalhadores de TI e respeito à organização da vida de cada colega. O Sindicato seguirá cobrando negociação e acompanhando o caso de perto", ressaltou a dirigente sindical.
Mudança abrupta
O presidente do sindicato José Ferreira criticou a forma abrupta e unilateral com que a empresa tomou a decisão sem dialogar com a representação dos trabalhadores. "Ao apresentar essa mudança que impacta profundamente na vida dos empregados, a Caixa alegou que está querendo reforçar o 'senso de pertencimento e engajamento'. Como os empregados podem se engajar quando a empresa faz uma alteração tão abrupta em suas vidas sem que os mesmos participem da construção dessa mudança?”, questionou Ferreira.
O Sindicato reafirmou seu compromisso com a posição de não permitir nenhum direito a menos e da importância da unidade dos bancários nesta luta. "Juntos, somos mais fortes", afirmou Carla.