Quarta, 04 Março 2026 17:29

Sindicato e Apcef/RJ fazem ato por mudanças no Super Caixa

Durante o protesto foi entregue documento  ao banco cobrando um programa que efetivamente valorize o empregado;  seja transparente, com critérios conhecidos, que reconheça que os resultados são fruto do trabalho conjunto das equipes; e coerente com a missão da Caixa. Foto: Nando Neves. Durante o protesto foi entregue documento ao banco cobrando um programa que efetivamente valorize o empregado; seja transparente, com critérios conhecidos, que reconheça que os resultados são fruto do trabalho conjunto das equipes; e coerente com a missão da Caixa. Foto: Nando Neves.

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Imprensa SeebRio

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, a Associação dos Empregados da Caixa (Apecef-RJ) e a Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), fizeram, nesta quarta-feira (4/3), manifestação em Copacabana, por mudanças no Super Caixa. O programa de premiação não é extensivo a todos, os critérios não foram negociados com o movimento sindical e não são transparentes. O ato foi em frente ao antigo cinema Roxy, onde se realizava um evento organizado pela Caixa Econômica Federal, o “Engaja Varejo”.

Durante o protesto foi entregue um manifesto pelo presidente da Apecef-RJ, Paulo Matiletti e pelo diretor da entidade, Carlos Lima, ao superintendente Rio, Domingos Martins e ao superintendente Nacional Sudeste, Diego Carrara, também subscrito pela Fenae (Federação Nacional dos Empregados da Caixa). O documento cobra do banco um programa de reconhecimento que seja 1) justo, para que o esforço individual e coletivo seja efetivamente valorizado; 2) transparente, para que todos compreendam os critérios e tenham previsibilidade sobre sua remuneração; 3) equilibrado, reconhecendo que os resultados são fruto do trabalho conjunto das equipes; e 4) coerente com a missão da Caixa, que coloca o cliente e a sociedade no centro da sua atuação.

Indignação – O presidente do Sindicato, José Ferreira, disse que o Super Caixa acaba gerando indignação ao não valer para todos os empregados e frustrar os que dele participam. Para o dirigente, todos os empregados trabalham para o resultado final do banco, merecendo, por isto mesmo, serem valorizados.

Lembrou que o programa promove injustiça até para os que participam diretamente da venda de produtos. E citou um exemplo: “O colega pode ser o campeão de meta, mas se a sua unidade não alcançar o resultado exigido, ele não recebe nada. O que é injusto, já que quem vende tem que receber”, afirmou.

Acrescentou que com o ato as entidades representativas dos empregados buscaram expressar o descontentamento com o Super Caixa e suas regras. Defendeu a negociação de um novo programa com o movimento sindical, que tenha como foco as premissas expressadas no documento entregue aos representantes da Caixa nesta quarta-feira.

Paulo Matiletti, presidente da Apecef-RJ, disse ser urgente que o banco reavalie o modelo atual.  “Nada mais justo do que repensar a forma de pagamento do Super Caixa. O que deveria ser um instrumento de reconhecimento pelo esforço e pelos resultados alcançados tem se transformado, para muitos empregados, em frustração, insegurança e sensação de injustiça”, afirmou. “O trabalho dos empregados precisa ser respeitado, reconhecido e valorizado de forma justa pela instituição”, frisou Matileti.

  

Leia a íntegra do manifesto.

 

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