Segunda, 04 Setembro 2023 20:07

Empregados cobram melhorias no Saúde Caixa

Rogério Campanate: cobranças na demanda do Saúde Caixa e pela continuidade das negociações sobre caixas, avaliadores e tesoureiros Rogério Campanate: cobranças na demanda do Saúde Caixa e pela continuidade das negociações sobre caixas, avaliadores e tesoureiros

A direção da Caixa Econômica Federal confirmou, em reunião com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa) na última quinta-feira, 30 de agosto, que manterá uma agenda de negociações para avançar nas questões do Saúde Caixa. A informação é uma resposta do banco às reivindicações do movimento sindical.  
No encontro, representantes do banco disseram que consideram a ultratividade "indevida", mas admitiram que a vigência do acordo coletivo específico vale até dezembro de 2023. Disseram ainda que os compromissos com os princípios de pacto gerencial, solidariedade e mutualismo defendido pelos trabalhadores continuarão pautando os debates e que o GT Saúde Caixa terá continuidade com fornecimento de informações para serem colhidas pela consultoria contratada pela representação dos trabalhadores. 
A coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, ressaltou a importância de se chegar, com urgência, a uma proposta que atenda às necessidades dos usuários. “Queremos resolver a questão o quanto antes, mas, mais importante do que o prazo, nosso objetivo é chegar a uma proposta que seja a melhor para as empregadas e empregados da ativa e aposentados”, disse.
O CEE-Caixa defende também a volta do custeio administrativo integralmente de responsabilidade da empresa, como acontecia até 2018. Os empregados querem melhorias no atendimento aos usuários e credenciados, além da ampliação no número de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados nas regiões.

Recorde de afastamento

Na avaliação dos sindicatos há outros temas que também precisam ser pautados nas mesas de negociação.
"Deixamos claro para a direção da Caixa que, em nossa avaliação, não estão encerradas as negociações sobre caixas, avaliadores e tesoureiros", explicou o diretor do Sindicato do Rio e representante da CEE-Caixa, Rogério Campanate
Os empregados querem também a volta das Gerências de Pessoas e comitês de credenciamento para melhorar o atendimento aos usuários além de um número maior de profissionais, hospitais e laboratórios credenciados. Houve críticas ao fato de que, mesmo sob nova gestão da Caixa e com a mudança de governo, o banco teve recorde de afastamento por doenças ocupacionais. Os sindicatos cobraram ainda que a Caixa valorize a negociação coletiva e reclamaram que não houve mudança no mobiliário apontado como inadequado pelos trabalhadores.  
Em relação ao novo programa de gestão, "Minha Trajetória",  os empregados apontam que estão sendo cometidos os mesmos erros do anterior, o Gestão por Desempenho de Pessoas (GDP).

Mídia