Terça, 31 Março 2026 18:35

Fechando o Mês da Mulher, Sindicato do Rio visita bancárias em Copa

Diretoras do Sindicato e da Federa-RJ em visita às bancárias das agências de Copacabana. Foto: Nando Neves. Diretoras do Sindicato e da Federa-RJ em visita às bancárias das agências de Copacabana. Foto: Nando Neves.

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Imprensa SeebRio

Para fechar o mês de março, o Mês da Mulher, diretoras e diretores do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro fizeram uma série de visitas a bancárias de agências de Copacabana, bairro da Zona Sul da cidade. “Estamos aqui, para conversar com as colegas sobre a necessidade de ampliar a participação na luta de combate à violência contra a mulher, e para informar que denúncias de violência doméstica ou no trabalho podem ser feitas pelo Basta!, canal previsto na nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”, explicou Kátia Branco, vice-presidente do Sindicato, durante a visita as agências.

O número do Basta! do Sindicato do Rio é (21) 97148-7164.

Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, também falou a respeito do programa. “Nós somos a única categoria que tem cláusulas de proteção a bancária vítima de violência doméstica. Esta foi uma conquista importante. Combater toda e qualquer forma de violência também é nossa missão. Durante a visita, divulgamos o programa Basta! que possibilita o acolhimento e atendimento jurídico especializado às bancárias, que não estão sozinhas e podem contar com o seu Sindicato”, afirmou.

Crime nas redes virtuais – Para Kátia Branco, o número de feminicídios vem crescendo, entre outros motivos, pelas postagens nas redes virtuais que, criminosamente, incentivam a violência. Lembrou que, recentemente, a União Brasileira de Mulheres (UBM) ingressou na Justiça com ação civil pública contra o TikTok pedindo indenização de R$ 100 milhões por danos morais coletivos diante da circulação de vídeos misóginos na plataforma.

O centro da ação é a trend “caso ela diga não”, em que homens simulam tiros, facadas e socos ao serem rejeitados por mulheres em pedidos de namoro ou casamento. Para a entidade, não se trata de “piada” nem de “meme”, mas de incitação à violência de gênero em ambiente digital.

Dia da Mulher – Devido à necessidade de ampliar a mobilização por conquista de direitos e combate à violência, o movimento social decidiu ampliar o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, para um mês inteiro de atividades, no que se constituiu chamar de Mês da Mulher. O 8 de março existe, no limite, porque mulheres ainda não têm a plena concretização de seus direitos, incluindo o direito a uma vida livre de violência.

Por isso é também uma data em que se torna impossível não falar das milhares de mulheres que não chegaram até aqui em função da violência letal de gênero - uma violência que, antes de qualquer coisa, é evitável. Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior.

Desde a tipificação da lei do feminicídio, em março de 2015, ao menos 13.703 mulheres já foram assassinadas por sua condição de ser mulher. Os dados refletem a quantidade de boletins de ocorrência produzidos pelas Polícias Civis de todo o país que assumiram essa tipificação. Considera-se feminicídio quando o crime decorre de condições de sexo feminino, seja em contexto de violência doméstica e familiar, seja em outros contextos de menosprezo ou discriminação à mulher. No entanto, a maioria dos casos hoje tipificados enquanto tal pelas polícias são os que decorrem da agressão de parceiros íntimos, sendo o menosprezo e discriminação e à condição feminina hipóteses que na maioria das vezes as forças de segurança não são capazes de reconhecer. Deste modo, embora os dados venham crescendo ano a ano, é provável que sejam maiores do que se consegue mensurar.

Saiba mais abaixo, no link do “Retratos dos Feminicídios no Brasil – 2006-2026”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2026/03/nota-tecnica-dia-mulher-2026.pdf

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