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Doenças da mente afetam cada vez mais os trabalhadores no Brasil e figuram entre as maiores causas de afastamento nas atividades profissionais
Foto: Divulgação
Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
Com informações da Agência Brasil
Cada vez mais, doenças de origem mental figuram entre os principais motivos de afastamento de trabalhadores no Brasil. Com o objetivo de mapear a dimensão do problema, o governo Lula inicia, nesta semana, uma nova etapa de uma pesquisa inédita sobre saúde mental no país.
O levantamento é o primeiro grande estudo de base populacional voltado a compreender a situação da saúde mental da população adulta brasileira.
Entre os principais problemas de saúde mental no Brasil estão a depressão, a ansiedade e também há muitos casos de o uso excessivo de álcool e outras drogas. Esses fatores lideram os índices de afastamento do trabalho no Brasil e no mundo, afetando uma parcela significativa da população.
“A categoria bancária está entre as mais afetadas por problemas de saúde relacionados ao trabalho. Cada vez mais, doenças psíquicas causadas por sobrecarga, pressão e assédio moral decorrentes de metas desumanas adoecem bancários e bancárias. Este tema certamente estará entre as prioridades de nossa campanha nacional deste ano”, afirma o diretor executivo de Saúde do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Edelson Figueiredo.
Cerca de 43% da população relata dificuldades de acesso a cuidados para tratar transtornos mentais. Entre os principais motivos estão o alto custo do tratamento na rede privada e, no caso do SUS, a demora no atendimento.
Para buscar soluções, o Ministério da Saúde iniciou a fase nacional de coleta de dados em municípios das cinco regiões do país. A proposta é reunir informações que contemplem diferentes perfis sociais e condições de vida.
Em cada domicílio, uma pessoa será selecionada para participar do estudo. Os pesquisadores irão às residências e aplicarão um questionário eletrônico em tablets, seguindo padrões internacionais.
Entre os temas abordados estão saúde, experiências de vida, relações sociais, trabalho, renda e acesso a cuidados. A participação é voluntária, podendo ser interrompida a qualquer momento, e o entrevistado pode optar por não responder a alguma pergunta.
O objetivo é produzir evidências sobre transtornos mentais, investigar o acesso aos serviços públicos e avaliar os impactos dessas condições na vida das pessoas.
Em janeiro, já foi realizada uma etapa piloto em oito municípios. Os participantes não precisam se preocupar com a privacidade: os questionários são confidenciais e as respostas são registradas sem identificação individual, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A Universidade Federal do Espírito Santo é responsável pela execução do estudo. Ao final, os resultados serão utilizados para aprimorar a Rede de Atenção Psicossocial do SUS.