EXPEDIENTE DO SITE
Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Dirigentes sindicais bancárias e funcionárias do Sindicato do Rio e da Federa-RJ, em Campo Grande, Zona Oeste, convocam as mulheres para a Campanha Nacional 2026. O Sindicato defendeu também o emprego da categoria e o direito ao atendimento presencial
As mulheres representam uma parcela expressiva da categoria, mas ainda ganham entre 18,6% e 21% menos que os homens na mesma função. Mesmo com maior escolaridade, ocupam menos cargos de liderança
Um dos pontos centrais da Campanha Nacional da categoria neste ano é garantir às mulheres igualdade de oportunidades, direitos e remuneração em relação aos homens.
"Encerramos o mês de celebração das mulheres marcado por casos estarrecedores de feminicídio e violência. Para nós, do Sindicato, a superação do machismo e da misogenia se dará com mais participação organizada, principalmente das mulheres. Em nossa categoria elas têm sido exemplo de luta como na conquista de cláusulas de apoio às trabalhadoras tanto na proteção contra a violência quanto na defesa da igualdade de oportunidades", disse o presidente do Sindicato José Ferreira.
As mulheres são maioria nos bancos privados e em segmentos do ramo financeiro, representando de 43,4% a mais de 50% em determinadas faixas. Ainda assim, recebem, em média, até 20% a menos que os homens nas mesmas funções. No topo da carreira, a desigualdade é ainda mais evidente: elas ocupam apenas 5,4% dos cargos de CEO no setor financeiro. “Mesmo sendo maioria no setor bancário, as mulheres recebem salários menores, mesmo em funções similares, e quase não têm acesso aos cargos de liderança, apesar de possuírem maior escolaridade. Precisamos acabar com essas desigualdades, fruto da discriminação de gênero”, afirma a vice-presidenta do Sindicato, Kátia Branco.
“Além de sermos a única categoria que tem em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional, direitos que garante às bancárias vítimas de violência doméstica conquistas como transferência para outra unidade e uma linha de crédito diferenciada para que tenha condições de se reposicionar em local seguro, longe do agressor, conquistamos os canais de atendimento e, no Sindicato do Rio, um especialista na área para dar todo o suporte necessário. Só conquistamos tanto pelo apoio e sindicalização da categoria. Nenhum trabalhador consegue negociar individualmente, a luta é coletiva e nós construímos juntos”, afirmou Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ e vice da CUT-RJ.
Campanha nas agências
Na terça-feira (17/3), diretoras e diretores do Sindicato e da Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro) visitaram agências em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. “O número de feminicídios tem aumentado de forma alarmante no Brasil. É urgente que a sociedade se mobilize para reverter essa realidade tão cruel”, destacou Kátia. Durante a atividade, foram distribuídos brindes, panfletos e exemplares do Jornal Bancário, convocando as mulheres a se organizarem e participarem da campanha.
Combate à violência
Na quarta-feira (18/3), a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) realizou um encontro para debater estratégias de enfrentamento ao feminicídio. Além da vice-presidenta do Sindicato, participaram da reunião, pelo Rio, as diretoras Cida Cruz e Denia Almeida.
Entre as palestrantes do encontro estiveram Lígia Freitas , chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência do Ministério das Mulheres, Juvandia Moreira, presidenta da ContraF-CUT, além da economista do Dieese Rosângela Vieira e a ssessora jurídica da Contraf-CUT, Phamela Godoy.
Mais detalhes estão disponíveis no site: www.bancariosrio.org.br.