Quarta, 18 Março 2026 16:13

Banco Central decide hoje (18/3) sobre percentual da Selic

A Selic alta aumenta a dívida pública nas mãos dos bancos, impedindo que o Estado brasileiro invista pesadamente na redução da desigualdade social. Foto: Agência Brasil. A Selic alta aumenta a dívida pública nas mãos dos bancos, impedindo que o Estado brasileiro invista pesadamente na redução da desigualdade social. Foto: Agência Brasil.

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Imprensa SeebRio

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, decide nesta quarta-feira (18/3), sobre o percentual da taxa básica de juros do Brasil, a Taxa Selic. Segundo os bancos, a tendência é de que comece uma redução gradual do índice. A especulação é de que o Copom reduza a taxa entre 0,25 e 0,5% ponto percentual.

Para José Ferreira, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, a notícia de que finalmente haverá redução é positiva. Mas ponderou que os indicativos macroeconômicos, sobretudo o baixo índice de inflação, já permitiam, há meses, a diminuição da taxa, em 0,5%. “A redução, mesmo tendo um índice pequeno, é positiva porque grande parte da dívida pública é indexada à Selic, significando a redução do desembolso com juros e amortização, o que terá impacto positivo liberando recursos para o investimento público em setores sociais”, avaliou o dirigente.

Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro últimas reuniões.

A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. O Copom estará desfalcado, porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional nas próximas semanas.

Matéria da Agência Brasil lembra que Na ata da reunião de janeiro, o Copom confirmou que pretendia começar a cortar a Selic em março. No entanto, o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã pôs em dúvida o tamanho do corte, com algumas instituições financeiras chegando a apostar no adiamento da redução dos juros.

Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal que ouve analistas do mercado financeiro, a taxa básica deve ser reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Antes do início do conflito, a expectativa estava num corte de 0,5 ponto.

A Agência Brasil pontua que a taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Desse modo, taxas de juros mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, afrouxando o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

 

 

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