Segunda, 09 Março 2026 18:21

Bancárias participam de ato em Copacabana em protesto contra a violência às mulheres

A vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio, Kátia Branco (quarta à esquerda), e dirigentes da entidade  participaram do protesto contra a violência às mulheres, no último domingo, em Copacabana A vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio, Kátia Branco (quarta à esquerda), e dirigentes da entidade participaram do protesto contra a violência às mulheres, no último domingo, em Copacabana

Milhares de mulheres atenderam ao chamado do movimento sindical e de organizações sociais e participaram do ato do Dia Internacional da Mulher no último domingo (8 de março), no Posto 3 da orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Entre elas estavam bancárias dirigentes do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e da Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro).
O bairro, palco dos protestos, foi onde uma adolescente de 17 anos sofreu estupro coletivo em janeiro deste ano, por quatro homens e um adolescente de 17 anos, ex-namorado da vítima.
As manifestantes cobraram o fim do feminicídio, que cresce no Brasil, e mais direitos e igualdade de gênero. “Embora esta atividade em Copacabana seja muito relevante, não podemos limitar as manifestações ao mês de março. Precisamos protestar todos os dias e exigir o fim dos assassinatos cometidos pelo simples fato de sermos mulheres”, ressaltou a vice-presidenta do Sindicato do Rio, Kátia Branco.
As ativistas levaram adesivos e camisetas com slogans como “Não é não”, “Juntas Somos Gigantes”, “Eu quero viver sem medo” e “A vergonha precisa mudar de lado”.
Números alarmantes

Apesar de avanços na legislação, como a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 pelo presidente Lula e de políticas públicas em defesa das mulheres, os casos de feminicídio no Brasil continuam crescendo. Em 2025, foi registrado o maior número de casos com 1.568 vítimas. Em dez anos, houve um crescimento de 300% nos assassinatos tipificados como feminicídio, mas o número pode ser ainda maior. “A maioria das vítimas é negra: seis em cada dez. E os crimes ocorrem, majoritariamente, dentro de casa, cometidos por ex-companheiros que não aceitam o fim do relacionamento”, explica a diretora do Sindicato, Jô Araújo.

Assistência às bancárias

A categoria bancária está na vanguarda da defesa das mulheres contra a violência de gênero com a criação do canal Basta.
O Comando Nacional da categoria fez um balanço recente da atuação da assessoria jurídica para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Atualmente, são 14 canais funcionando em sindicatos pelo país. Já foram atendidas 542 bancárias, com 518 processos jurídicos abertos, incluindo 317 medidas protetivas concedidas. No Rio de Janeiro, o canal atende pelo WhatsApp: (21) 97148-7164.

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