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Direção do Itaú Unibanco não valoriza funcionários
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São Paulo - Os argumentos da direção do Itaú Unibanco na negociação dessa quarta 10 sobre o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados não convenceram os dirigentes sindicais, que decidiram convocar os trabalhadores a intensificarem a mobilização para que a instituição financeira pague 2,2 salários a todos os funcionários.
Na negociação, os representantes do banco afirmaram que o Itaú Unibanco destinou corretamente os valores aos trabalhadores e que a PLR não será revista. Uma postura incoerente, pois na negociação anterior o banco havia reconhecido que houve erros no pagamento também dos programas próprios, como pessoas com mesmas funções e salários recebendo valores diferentes.
O presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, discordou da argumentação do banco e apresentou dados, a partir do balanço divulgado pela instituição financeira, mostrando ser possível fazer o pagamento da PLR cheia a todos.
“Todos os nossos fundamentos foram baseados a partir dos números oficiais do próprio Itaú Unibanco. Na nossa avaliação, apenas os trabalhadores estão pagando pelo processo de fusão. O que não vamos admitir em hipótese alguma”, diz Marcolino, convocando os bancários a participarem dos protestos que serão realizados pelo Sindicato.
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Tabelas
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Lucro Líquido Ajustado
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2008 R$ 17 bi
2009 R$ 35,4 bi
Aumento 104%
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PLR dos Altos Executivos
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2008 R$ 121 mi
2009 R$ 225 mi
Aumento 86%
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Dividendos Acionistas de 2009
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25% R$ 1,8 bi
33% R$ 3,4 bi
Aumento 89%
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PLR dos funcionários
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2008 2,2 salários
2009 1,8 salário
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O Sindicato analisou o balanço do Itaú Unibanco e questiona
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Unibanco, chegou a R$ 17 bilhões. Em 2009, o lucro líquido ajustado, a partir de doze meses de Itaú e doze meses de Unibanco, mais que dobrou. Na verdade chegou a 104%, totalizando R$ 35,4 bilhões. Essas informações constam na Demonstração Consolidada do Fluxo de Caixa. Se o lucro ajustado cresceu, por que o banco não paga 2,2 salários de PLR para o funcionário, como fez no ano passado?
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O lucro líquido gerencial foi praticamente o mesmo em 2008 e 2009, cerca de R$ 10,5 bilhões. No entanto, a distribuição da PLR foi tratada de forma diferente pela empresa. Enquanto os funcionários receberam 2,2 salários no ano passado caindo para 1,8 salário agora, os altos executivos tiveram um aumento de 86% na PLR, passando de R$ 121 milhões em 2008 para R$ 225 milhões em 2009. Por que o banco valoriza apenas os altos executivos e deixa os funcionários de lado?
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Segundo a lei, os acionistas têm direito a receber 25% do lucro líquido da empresa. Assim o valor que caberia aos investidores seria R$ 1,8 bi. No entanto, também pelo balanço, o banco provisionou R$ 3,4 bi para os acionistas, praticamente 33% do lucro gerencial que é maior que o líquido. Por que o banco faz tanto esforço para compensar os acionistas, mas não quer pagar os 2,2 salários para os funcionários?
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Em 2008 o banco destinou R$ 748 milhões para o pagamento da PLR de 2,2 salários, dos programas próprios e do valor adicional. Em 2009, mesmo com a distribuição tendo aumentado para R$ 1,4 bi e ocorrendo uma redução de funcionários, a PLR dos trabalhadores caiu para 1,8 salário. Os bancários querem saber: por que essa conta não bate?
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Em função da isenção de encargos trabalhistas (INSS, FGTS entre outros) da PLR, o banco deixou de recolher cerca de R$ 559 milhões. Por que esse dinheiro não é usado para complementar o pagamento de 2,2 salários a todos?
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Enfim, o que justifica tamanho descaso com os trabalhadores, verdadeiros responsáveis pelo bom resultado do Itaú Unibanco?
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Jair Rosa
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