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Temer implode acordo específico da Caixa

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07, agosto 2018 21:31

Ricardo Maggi (D), na mesa de negociação, convoca os empregados da Caixa para lutar pelos direitos e repudiar a intransigência da Caixa e da Fenaban

Sindicato convoca empregados para a assembleia deste dia 8 para rejeitar proposta desrespeitosa e autoritária

Não poderia ser pior. No mês em que Michel Temer (MDB) completa dois anos de sua posse na Presidência, após o golpe que derrubou Dilma Roussef (PT), a diretoria da Caixa Econômica Federal abriu a rodada deste dia 7 de agosto, em São Paulo, anunciando que seguirá a reforma trabalhista do emedebista, aprovada pelo Congresso Nacional e por ele sancionada.
Subserviente, a diretoria do banco alegou ter que retirar direitos porque sendo uma empresa 100% controlada pelo governo tem que seguir suas orientações. Mas o pior ainda estava por vir e foi sendo anunciado aos poucos aos representantes da Comissão Executiva dos Empregados da CEF.
Disse que seguirá as propostas econômicas feitas ao Comando Nacional dos Bancários e à Contraf-CUT pela Fenaban na mesa geral de negociação. Em seguida, começou a apresentar sua proposta para o acordo específico, contendo, apenas, 28 itens, correspondendo a menos da metade das cláusulas atuais. Ou seja, um ataque jamais visto a um setor da categoria bancária.
Assembleia para rejeitar
Para Ricardo Maggi, membro da CEE/Caixa e diretor da Fetraf RJ/ES, é fundamental a participação dos empregados do banco na assembleia deste dia 8 no Sindicato, para rejeitar a proposta. “Somente com a união de todos vamos manter os nossos direitos ameaçados de extinção”, afirmou. A próxima negociação será no dia 17, após a negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários.
Cláusulas retiradas
Entre as cláusulas retiradas estão a PLR Social; horas extraordinárias; cláusula específica da Funcef (o fundo de pensão); a referente aos grupos de trabalho (Saúde Caixa e Saúde do Trabalhador) que seriam, com isto, extintos; além da retirada de todos aos direitos referentes aos aposentados.
A diretoria da Caixa, causou surpresa ao anunciar que o plano de saúde, o Saúde Caixa, poderá ser alterado por ela a qualquer tempo, de forma unilateral, num banho de autoritarismo. E, de quebra, reafirmou que seguirá à risca as resoluções da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), sobretudo a de número 23, que impõe redução da participação das estatais nos planos de saúde dos funcionários.
Esta resolução altera o critério de custeio, acabando com o princípio da solidariedade do Saúde Caixa e demais planos de estatais e estabelecendo a paridade entre contribuições dos participantes e as da Caixa. Hoje, esta relação é de 30% e 70%, respectivamente. Esta alteração encarece significativamente as mensalidades.
Empregados protestam
Indignados, os membros da CEE/Caixa registram em mesa o seu protesto com as imposições e alterações contidas nesta proposta indecente, desrespeitosa e que retira inúmeros direitos, conquistados há décadas.  

 

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