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Sindicato cobra suspensão do processo de transferência dos empregados da Barroso

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27, novembro 2017 19:54

Gilberto Occhi(E), presidente da Caixa, recebeu ofício das mãos do vice do Sindicato, Paulo Matileti. O documento reivindica a suspensão do processo de transferência dos empregados da Almirante Barroso para o novo prédio, no Porto Maravilha

O vice-presidente do Sindicato, Paulo Matileti, entregou em mãos, ao presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi , um ofício no qual o Sindicato cobra a suspensão do processo das transferências dos empregados do prédio da Avenida Almirante Barroso, para o edifício Acqua Corporate, localizado no Bairro de Santo Cristo/RJ. O sindicalista aproveitou a presença do executivo da empresa num evento, no Rio, de entrega de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste, no último sábado (25), para alertar sobre os riscos que a mudança poderá representar para os funcionários do banco.
A região do novo endereço registra altos índices de violência da cidade do Rio de Janeiro. Conforme matéria publicada na edição anterior do Jornal Bancário, o próprio imóvel que a Caixa pretende ocupar já foi alvo de perfurações de tiros em função dos constantes tiroteios entre facções criminosas e policias, que ocorrem, com frequên­cia, naquela região. Além disso, o local é de difícil acesso devido a precariedade de transporte público e não possui restaurantes em condições dignas para os funcionários realizarem suas refeições.
Vidas em perigo
O presidente da Caixa recebeu o ofício mas não fez nenhuma menção quanto a possibilidade de reversão das transferências. Ao contrário, o executivo do banco alegou que a Caixa investiu mais de R$5 bilhões do FGTS nas obras do Porto Maravilha, da qual grandes empresas fazem parte, e a transferência da empresa faz parte deste projeto. Alegou ainda que o Prédio da Barroso está deteriorado e que uma reforma custaria mais caro do que a mudança para o novo imóvel. Matileti retrucou dizendo que a Caixa “não deveria estar somente preocupada com custos e sim com a integridade física e com a vida dos trabalhadores”. Occhi disse também que a empresa já está providenciando a blindagem do prédio, o que, para os sindicalistas, não é suficiente.
“Mesmo com esses argumentos apresentados, não vamos desistir de lutar em busca de impedir essas transferências absurdas e irresponsáveis. Já estamos com um abaixo-assinado que iremos protocolar no gabinete da empresa, o qual também iremos direcionar à Secretaria de Segurança Pública e ao Ministério Público”, conclui. O tema também será debatido no lançamento do Comitê Estadual em Defesa da Caixa 100% Pública, nesta quinta-feira (30), em frente ao prédio da Barrroso.

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