Terça, 11 Junho 2019 21:17

Sem luta contra privatização da Caixa não adiantam as negociações de itens pontuais

Nos Encontros Estaduais do BB e da Caixa, o combate ao projeto de privatização do governo Bolsonaro foi considerado a principal bandeira de luta dos bancários Nos Encontros Estaduais do BB e da Caixa, o combate ao projeto de privatização do governo Bolsonaro foi considerado a principal bandeira de luta dos bancários

Não adianta os empregados da Caixa continuarem com as negociações pontuais dos itens específicos com a direção do banco se não houver uma forte mobilização dos bancários contra o processo de privatização da empresa. A afirmação foi feita pela representante eleita do Conselho de Administração da instituição, Rita Serrano, durante o Encontro Estadual dos Empregados da Caixa, neste sábado (8), no auditório do Sindicato do Rio.
“Para defender a Funcef e o Saúde Caixa é preciso garantir primeiro a existência da Caixa enquanto banco público. Se o banco for privatizado acaba tudo, não adianta manter apenas as negociações pontuais”, disse Rita.
Destacou que os bancos privados querem comprar a parte mais rentável das empresas públicas e descartar os investimentos sociais e criticou o fatiamento da Caixa como parte do processo de privatização. Rita Serrano disse ainda que o cenário para os empregados no atual governo é de extremo autoritarismo. “O grau de pressão e de decisões autoritárias é violento no banco. Não dá para esperar nada de bom na atual conjuntura”, acrescentou ao se referir às transferências de trabalhadores feita de forma unilateral pela empresa para pressionar os bancários a aderirem ao PDV (Plano de Demissão Voluntária) do banco. Alertou ainda sobre o grande número de empregados que estão sendo demitidos por justa causa.
“Está muito claro que o esvaziamento e a descapitalização da empresa têm por objetivo a privatização da Caixa”, destaca.
Fabiana Uehara, coordenadora do GT Saúde da Caixa e secretária de Cultura da Contraf-CUT disse que é preciso incluir os novos empregados com os mesmos direitos dos antigos para garantir a sustentabilidade do Saúde Caixa e cobrar da direção do banco os balanços que comprovem a afirmação da empresa em relação ao déficit no plano de saúde dos empregados.
Mobilização é a saída - Apesar do contexto adverso para os trabalhadores, Rita apontou uma saída: a mobilização. “Nossa história de organização não é de derrotas, mas de vitórias. Se não fosse a nossa luta não teríamos resistido ao projeto privatista dos governos Collor e FHC. Nos últimos anos conseguimos, durante três anos consecutivos, impedir que a Caixa se tornasse uma empresa S/A”, relembra. As deliberações aprovadas serão levadas ao próximo Concef, que será realizado nos dias 1 e 2 de agosto.