Sábado, 08 Junho 2019 13:05

Bancários defendem unidade contra ataques do governo aos bancos públicos

A unidade foi a palavra-chave na abertura dos Encontros Estaduais do BB e da Caixa, para a categoria impedir a privatização dos bancos públicas e a provação da Reforma da Previdência e de políticas antissociais do governo A unidade foi a palavra-chave na abertura dos Encontros Estaduais do BB e da Caixa, para a categoria impedir a privatização dos bancos públicas e a provação da Reforma da Previdência e de políticas antissociais do governo

Na abertura conjunta dos Encontros Estaduais do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, na manhã deste sábado (8/6), no Rio, a presidenta do Sindicato do Rio, Adriana Nalesso disse que a categoria bancária tem um grande desafio: o de se unir com as demais categorias de trabalhadores para reagir aos ataques do governo aos direitos trabalhistas e previdenciários e às instituições públicas.
“Temos um desafio pela frente. O de fazer como os profissionais da educação, ir às ruas para protestar contra os ataques deste governo. Eles ainda não têm votos suficientes para aprovar a Reforma da Previdência no Congresso Nacional. Esta reforma só benéfica os bancos, que vão vender mais planos de previdenciária privada, através da capitalização. Desde o golpe que derrubou a presidenta Dilma que nós, trabalhadores, temos sofridos derrotas. Este governo não tem solução para o emprego. Na segurança pública transfere para a população a responsabilidade ao facilitar o porte de armas. Na educação promove cortes. É vis&iac ute;vel o aumento da miséria nas ruas. E a política de desmonte e de entrega do patrimônio público ameaça os bancos públicos com a privatização. É hora de irmos além da reflexão e partimos para a ação”, disse Adriana.

De olho no FGTS

Nalesso lembrou que os bancos privados estão de olho na fatia lucrativa do BB e da Caixa. “Querem entregar o FGTS para um banco privado não para promover políticas sociais, como habitação, mas para especular e ganhar ainda mais dinheiro fácil. Juntos com petroleiros, metalúrgicos, professores e demais categorias temos de enfrentar o inimigo comum neste momento, que é o atual governo”, acrescenta.
O presidente da Fetraf RJ/ES (Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Nilton Damião, também defende a unidade e a mobilização como únicos caminhos para barrar as políticas entreguistas e antissociais do governo Bolsonaro.
“Neste momento os bancos públicos estão sendo atacados por este governo, através do desmonte, da criação de PDVs para reduzir o número de funcionários. Na Caixa estão transferindo empregados para pressionar os bancários a aderir ao PDV. No Banco do Brasil também há pressão.
“Faço um apelo à unidade dos trabalhadores. Não podemos usar a apalavra ‘eu’ neste momento, mas sempre ‘nos’. A unidade acima de tudo. Não há outra alternativa para sairmos desta crise”, disse Niltinho.