Sindicato dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro

Greve dos bancários cresce no país e vai para o seu sexto dia

Direção do Itaú se nega a atender as reivindicações dos bancários  nas negociações. O banco prefere gastar uma fortuna com  helicópteros para tentar furar a greve da categoria Direção do Itaú se nega a atender as reivindicações dos bancários nas negociações. O banco prefere gastar uma fortuna com helicópteros para tentar furar a greve da categoria

A greve dos bancários cresceu no Rio de Janeiro, capital, no quinto dia do movimento, chegando a 658 agências paradas, de um total de cerca de 1.100 em toda a cidade. Segundo o presidente do Sindicato, Almir Aguiar, como nos anos anteriores, a tendência é o movimento se ampliar, como reflexo da intransigência dos banqueiros, que não voltaram a negociar.
Bancários de importantes prédios também mantiveram paradas suas atividades, entre eles, o do Banco do Brasil da Senador Dantas (Sedan), o Corporate do Bradesco (na Pio X), o Santander da Avenida Rio Branco com Presidente Vargas. E ainda o grande prédio da Caixa Econômica Federal, na Avenida Almirante Barroso, o Barrosão.
Cancela na greve
O prédio do Itaú Cancela parou a partir da noite de domingo e durante toda a segunda-feira (23/9). "A adesão desta importante unidade fortaleceu ainda mais a greve nacional dos bancários no Rio de Janeiro e deu um importante recado aos banqueiros: de que devem voltar à mesa de negociação se não quiserem amargar mais prejuízos", avaliou a diretora da Secretaria de Imprensa do Sindicato, Vera Luiza Xavier.
Demonstrando já algum desespero, o Itaú mandou que helicópteros levassem bancários para tentar fazer funcionar os inúmeros setores que funcionam ali na Cancela, em São Cristóvão. Entre eles, o câmbio, a compensação, cobrança e representações das regionais. A vice-presidente do Sindicato, Adriana Nalesso, criticou o banco por gastar dinheiro com helicópteros, quando deveria investir e respeitar quem faz o lucro do Itaú, voltando a negociar e apresentar uma proposta que atendesse às reivindicações dos bancários.
Greve nacional
Até ontem (23), as paralisações atingiram 9.015 agências e centros administrativos em todo o país, um crescimento de 23,8% em relação à última sexta-feira, dia 20, quando 7.282 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados não funcionaram.

Sindicato dos Bancários e Financiários do Município do Rio © Todos os Direitos Reservados

Top Desktop version