Sindicato dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro

Banco do Brasil joga contra a greve de forma mesquinha e ameaçadora

Numa atitude nada recomendável a uma instituição pública, o Banco do Brasil descarrega suas baterias contra a greve dos bancários, profere ameaças ao funcionalismo, com práticas antissindicais condenáveis. Em dois boletins publicados em seu site de negociação coletiva, sob os títulos "Convite para Reflexão", de 12/9, e "Transparência para o debate", de 16/9, o assédio moral fica claro, quando o banco adverte os bancários a não participarem da greve. Sob o pretexto de prestar esclarecimento, a empresa afirma que pode demitir por ato de gestão quem aderir ao movimento.
Repetição
"Com esse tipo de iniciativa, o BB quer construir uma pedagogia do assédio moral, que o funcionalismo deve repelir com veemência e determinação e participar da greve que apenas começou", afirma a diretora executiva da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato, Luciana Vieira.
Em 2012, o banco usou a mesma estratégia e a Contraf-CUT, após duas audiências com o Ministério Público do Trabalho (MPT), em dezembro de 2012 e fevereiro de 2013. Com isso, foi aberta investigação por suspeita de prática antissindical, tendo em vista o assédio e a perseguição sofridos pelos funcionários que participaram da greve. As perseguições foram concretas: cancelamentos de férias e descontos de dias parados, não previstos na convenção coletiva, dentre outras práticas que ferem os direitos trabalhistas.
Novas denúncias
A Contraf-CUT vai encaminhar as novas denúncias ao MPT, anexando os boletins publicados nas últimas semanas, adicionando mais provas às de 2012, para mostrar que o banco persiste na mesma conduta contra o direito de greve do trabalhador."Em vez de negociar com seriedade, com diálogo objetivo sobre as nossas reivindicações, o BB prefere perseguir e ameaçar o funcionalismo para demover os funcionários de sua decisão de usar seu direito de reivindicar com greve", concluiu Luciana.
Manobra desmobilizadora
A Superintendência do Rio lançou um programa de curso, em plena greve, com o claro objetivo de desmobilizar funcionários para a greve. É o "Colaborador Super RJ", destinado a "descobrir talentos" na rede de agências e oferecer oportunidade e visibilidade para os assistentes, segundo o comunicado do banco por e-mail.
O prazo para as inscrições expirou na sexta-feira, o que revela ainda mais que a iniciativa é uma tentativa de fazer um contraponto com as convocações do Sindicato para a greve.

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